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Hmmm…

Venda de banha da cobra

Hmmm…

Pois é. Acho bem que se preocupem com o Linux…

Escolas do Futuro

Mais uma vez, a PT promoveu o concurso Sapo Challenge.

Este ano foram 10 as equipas finalistas, das 18 finalistas regionais (uma por distrito), e serão 10 as escolas que se tornarão Escolas do Futuro.

São elas:

Escola Secundária de Santa Maria da Feira, Santa Maria da Feira;
Escola Secundária Diogo de Gouveia, Beja;
Escola Secundária de Miranda do Douro, Miranda do Douro;
Escola Secundária com 3º Ciclo Quinta das Palmeiras, Covilhã;
Escola Secundária de Seia, Seia;
Escola Secundária Domingos Sequeira, Leiria;
Escola Básica Padre Vítor Melícias, Torres Vedras;
Escola Secundária Aurélia de Sousa, Porto;
Colégio de São Miguel, Ourém e
Escola Básica Infante D. Henrique, Viseu.

Destas todas, irremediavelmente tenho de falar do grupo da Escola Secundária de Domingos Sequeira (Leiria). Por duas razões: primeiro porque é a escola que eu frequento, segundo porque têm o mérito de chegar à final tendo eles sido já os vencedores da primeira edição deste concurso (Colégio Conciliar de Maria Imaculada).

O grupo criou um blog (twice) sobre o Crime do Padre Amaro, de Eça de Queirós.

Do ponto de vista de inovação, ainda não se sabe o que cada escola terá uma vez que será avaliada cada uma individualmente para ver o que será o melhor, mas à partida, e tomando como exemplo a primeira escola premiada, serão disponibilizados desde ínicio Smart-Boards (tal como o nome indica, quadros inteligentes, algo do género dos quadros de qualquer sala mas electrónicos), internet wireless por toda a escola e projectores em todas as salas. Poderá também existir uma futura sala multimédia onde, por exemplo, todos os filmes em VHS seriam passados para DVD. Isto são apenas rumores, mas que de certo a escola melhorará, lá isso sim.

 

Apareceram por aí algumas notícias de que a AMD prometia colocar os Drivers ATI Open Source. Como de costume a resposta à questão "quando?" foi tal como se previa: "Now, the new question is “when?” Richard didn’t say."

Tendo em conta que: a ATI deixou de suportar placas mais antigas (como a minha 9200), o desempenho dos seus drivers são inferiores aos equivalentes para Windows e, mais grave, ainda não suporta AIGLX , leva-me a crer que isto não passa, por enquanto, de publicidade barata.

Sem falar que não é só por mostrar uma enorme quantidade de linhas que ajuda a comunidade, pois sem a respectiva documentação torna-se muito difícil fazer algo útil.

He also promised that AMD is “going to be very proactive in changing way we interface with the Linux community.”

Diz o ditado popular Ver para crer

Ler mais  aqui.

As patentes e a Microsoft

Depois de Steve Ballmer ter dito que GNU/Linux violava muitas patentes detidas pela Microsoft e da comunidade open-source ter enviado uma carta aberta à Microsoft para verem esclarecidos sobre afinal que patentes é que eram violadas, a Microsoft começou o seu ataque.

Em entrevista à Forbes, Brad Smith, o principal advogado da Microsoft, declarou que GNU/Linux infrigia um total de 235 patentes!

42 são infrigidas pelo kernel do Linux, 65 infrigidas pelas interfaces gráficas (barras, menus…), 15 patentes por programas de email, o OpenOffice infrige 45 patentes e 68 patentes são infrigidas por outros programas. Ora isto tem mais algum nome senão palhaçada?

No mês passado, o Supremo Tribunal do EUA admitiu unanimemente que variadas patentes têm sido concedidas com demasiada prontidão nas últimas duas décadas e que muitas delas serão provavelmente inválidas.

Agora pergunto-me: que patentes têm sido afinal concedidas? Será que conferiram uma patente sobre a criação de barras? É proibido agora ter uma barra com atalhos e um "menu iniciar"? Será que há uma patente que proíba que variado software seja suportado em método plug-and-play? Será proibido existir um programa onde possa escrever, inserir imagens, gráficos e imprimir? Será ainda que estou proibido de escrever? Estou a cometer alguma ilegalidade ao escrever este post, porque há uma patente detida pela Microsoft que me proíbe? Terei de assinar um acordo com a Microsoft e pagar para poder usar software livre?

Isto tem apenas um nome: medo. Medo da queda de um monopólio. Desde que o Vista foi lançado e que o seu preço apareceu nas prateleiras de variadas superfícies comerciais que todos se começaram a assustar.

Se posso ter efeitos tão bonitos ou ainda mais, no meu computador sem necessitar de ter um hardware topo de gama, num sistema operativo grátis, porque irei gastar centenas de euros (milhares se juntar-mos o Office) num outro sistema operativo?

Isto é o que variados utilizadores e mesmo empresas têm começado a pensar. E é com distribuições como Ubuntu que GNU/Linux se tem cada vez mais afirmado. Não se pode dizer que já tenha uma grande quota do mercado pois, sejamos realistas, não a tem. No entanto, essa pequena quota que cresceu bastante nos últimos meses está a assustar a Microsoft.

Por isso posso dizer o que a Microsoft pensa: GNU/Linux é um alvo a abater. E atrás terão de ir todos os programas grátis.

Acredito que há muito mais entendidos a usar Linux do que Windows. Não que seja melhor (o objectivo do post não é dizer mal do Windows) mas sim que a grande quota do mercado do Windows provém de utilizador que pouco percebe do seu computador e por isso a minha pergunta é: será que tão grande monopólio conseguirá fazer frente à gigantesca comunidade de utilizadores de GNU/Linux?

Apenas espero que o Supremo Tribunal tenha a decisão acertada e remova umas patentes inúteis que existem porque, afinal, não é por a Ford ter criado o primeiro automóvel que outras marcas concorrentes não possam fabricar automóveis… 

Que raio de título. Afinal, não vivemos nós no país que se orgulha dos cravos que ostentou no dia que há pouco mais de duas semanas se celebrou? Claro que vivemos mas, no fundo, a batalha sobre os direitos individuais alarga-se e expande-se, e chega a domínios onde nunca antes poderíamos sequer pôr a questão da consequência para nós próprios da opinião dada.

A Internet floresceu, naturalmente e selvagem, sem regras que regulassem o que podia ser dito ou feito. Não será de estranhar, no entanto, que com o seu crescimento, um maior e crescente número de entidades queira impor um limite aos utilizadores, antes oculto e relativamente distante por trás do invisível horizonte.

Como a chita que por devagar se aproximar não se nota o decréscimo da distância que a separa da presa, também tais entidades, sossegadamente, sem alarido, vão apertando o cerco, impondo aquilo que pensam ser justo por se aplicar na chamada “vida real” ou, mais grave ainda, retirando até aquilo a que temos direito nessa mesma instância. Casos abundam, sem contar desde logo com os países que já à partida restringem na net o que também não permitem na sociedade.

A gravidade disto pode não ser suficiente para criar uma singularidade no espaço-tempo que engula, qual buraco negro, tudo aquilo que tenta ser uma prisão para a nossa mente, mas convém que os utilizadores (que mais não são que cidadãos) se apercebam dos pequenos casos, que aprendam com a história do anterior sucedido para prever o que poderá advir, e com isso se revoltem. Nada, mesmo nada, mas mesmo mesmo nada, pode-nos impedir de dizer o que achamos que vai mal. As opiniões valem ouro, as opiniões e as vontades, são elas que levam a grandes mudanças no nosso mundo.

Sem dúvida qualquer um de nós acha previamente meritória qualquer notícia que diga respeito à inclusão, nos programas da disciplina de TIC (dada ao 9º e 10º anos de escolaridade),  de conteúdos programáticos relacionados com o opensource. No fundo, os verdadeiros agentes de desenvolvimento do país serão, num futuro não muito longínquo, os jovens destas idades. Mas, mais que preparados para saberem dominar uma tecnologia enraizada na sociedade, esses mesmos agentes deverão ter em si, sobretudo, a capacidade de se adaptarem rapidamente a qualquer tecnologia, qualquer standard, num mundo caótico como é o das TIC, justificando-se deste modo a aprendizagem de GNU/Linux.

No entanto, será que é verdadeiramente leccionado ou abordado qualquer destes temas nas escolas portuguesas? A resposta, infelizmente, não passa de um redondo não. Tanto nos deparamos com o comum professor que, não dominando o suficiente o tema que deveria ensinar, se refugia nos que domina (leia-se, na tecnologia dominante), quiçá para não perder o seu reconhecimento de professor por parte dos alunos, bem como as supostas instalações de Linux nos pc's das escolas portuguesas, são para o conhecido "inglês ver", coisa que este poderá fazer no vago instante em que o Bootloader do winXP apresenta que há, de facto, uma escolha a fazer, mas que nunca é feita para o lado do opensource.

Haver uma escolha já não seria mau de todo, mas agrava-se ao ponto de tornar-se inútil quando reparamos que, no fundo, as instalações de Caixa Mágica ou Alinex (as mais comuns), não raras vezes não passam sequer do loading.

Justifica-se, assim, os contratos que o governo não se cansa de fazer (e publicitar) com a Microsoft? Com este cenário qualquer tentativa de remodelação completa das plataformas do sistema de ensino parece impossível, ainda que economicamente rentável a longo prazo.

Denote-se também, o profundo mau gosto dos elementos reguladores da disciplina de TIC do ministério, ao delegarem as distribuições já referenciadas como alternativa ao WindowsXP, uma delas recente de mais para o mérito que tem tido, e qualquer uma delas nem por nada a melhor escolha quando comparada com o Universo dos "buntus"…

Se os jovens de hoje não aprendem, também não irão utilizar no futuro por sua própria vontade, e deste modo, dificilmente alguma mudança se fará neste país, continuando o Linux a ser delegado para algo restrito ao ambiente universitário em cursos ligados às TIC. 

 

P.S.: Pede-se para que qualquer caso de "sucesso" que contradiga a visão pessimista do post seja descrito num comentário. Quem sabe o pessimismo não dê lugar ao optimismo…

 

 

Como se sabe a dell vai passar em breve a incluir a opção de Ubuntu nos seus computadores. 

Desde da versão 6.06 que oiço falar que estaria pronto para um público mais geral (e não apenas alguns aficionados da informática). Com esta versão 7.04 Ubuntu atingiu um nível de facilidade gritante.

Hoje mostrei Ubuntu a colegas que só vagamente tinham ouvido falar de Linux. A ideia que tinham antes era: muito estável, díficil e poucos programas. Mostrei-lhe que as duas últimas partes não são verdade. Com a versão 7.04, que rodei através dum LiveCD num pc da escola,  nem foi preciso activar nada para ter aceleração 3D. Activei o efeitos gráficos ( Compiz ) e a reacção que tiveram, do que só me tinham ouvido antes descrever, foi "WOW!".

Mostrei que instalar é tão fácil como double-click (um simples clique num .deb), o reconhecimento automático de codecs e download automático com um simples clique, programas que não faziam ideia que existiam mas de grande utilidade como o F-Spot, além do inevitável Synaptic a mostrar que com um simples search podemos instalar vários programas livres, criando-lhe uma grande curiosidade em experimentar (ainda para mais dois têm o WGA a chatear…).

Levei dois CDs que encomendei gratuitamente do shipit a quem já tinha prometido. Fiquei de levar mais dois ;)

Acredito agora (graças à facilidade atingida) com o boca-a-boca (que tem muito mais eficácia que uma simples página a elogiar GNU/Linux e a falar mal do Windows), a exposição maior devido ao facto de passarem a estar incluídos de fábrica numa companhia de renome, os efeitos 3D (que quer queiramos quer não, são o que fazem o tal "bichinho" no público informaticamente analfabeto «quero experimentar»), a facilidade enorme em instalar programas, actualizar etc, as excelentes ajudas na net, GNU/Linux venha a ter muito mais utilizadores dos muitos que actualmente tem e… atingir finalmente o público geral.

Não obviamente de uma forma exponencial mas, gradualmente, à medida que a maioria das pessoas vai lendo, ouvindo e sabendo mais do que a simples e ingénua ideia de um SO obscuro e difícil chamando Linux.

Como consequência do maior aumento de utilizadores trará certamente uma maior atenção por parte dos fabricantes de Hardware, (a não criação de drivers decentes para GNU/Linux não será bem vista, ainda por cima com um número de utilizadores enorme), e também (espero eu) que as software houses passem a ver GNU/Linux como um sistema que valha a pena investir.

Podem ver a entrevista a Mark Shuttleworth com o anúncio da "junção de esforços" da dell com Ubuntu aqui.

Obrigado à distribuição Ubuntu (obviamente, sem esquecer todas as outras comunidades) por impulsionar o salto do "díficil" para o facílimo.

Pidgin 2.0

Pidgin ou língua de contacto é o nome dado a qualquer língua que é criada, normalmente de forma espontânea, de uma mistura de outras línguas, e serve de meio de comunicação entre os falantes de idiomas diferentes.”
in: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pidgin

Está desde ontem (2007-05-03 22:39) disponível a nova versão do Pidgin, ex-Gaim como neste post noticiamos.

Há alterações a nível visual, alteração de nomes e são adicionadas mais algumas funções.

Podem instalar sacando a source e fazendo:
$./configure
$make
#make install

In each case, I've tried to look at practical benefits rather than theoretical ones — what works, what doesn't, and what you have to do to get certain things done. I should also note that, despite being a big fan of Vista, I've tried to keep my enthusiasm for it from overriding my judgment. Everyone needs something different, and not everyone needs (or wants) Vista — or Ubuntu — so I've done my best to keep my mind, and my eyes, wide open.

in: Information Week

O OpenSUSE abandonará o sistema de actualizações ZENWorks - que inclusive não tem muitos fãs - para deixar a actualização mais agradável, e também está abrindo o YaST para a comunidade com fins de desenvolvimento. O gerente do projecto SUSE, Andreas Jaeger disse "O OpenSUSE está focando num software nativo de gestão de pacotes usando o YaST e o Libzypp, a biblioteca de gestão de pacotes"

Com isso, o sistema ZENWorks passa apenas para a linha dos produtos corporativos da Novell, como o SUSE Enterprise Desktop e Server. Lembramos que, num passado recente, o OpenSUSE foi usado como uma distribuição de testes para os produtos oficiais, assim como o Fedora e o Red Hat.

Assim, a partir do OpenSUSE 10.3 Alpha 4, não terá mais o ZENWorks e sim ferramentas nativas para actualização, desenvolvendo o actual Opensuse-updater e integrando-o ao YAST e Zypper.

Além disso, a abertura do desenvolvimento para a comunidade do YAST e várias outras bibliotecas, como a Libzypp, segundo Andreas, aumentará a velocidade e qualidade do mesmo, que passaram para a GPLv2. Assim, o YaST pode ser inclusive usado por outras distribuições, expandindo a facilidade para o mundo Linux. Andreas também disse que em breve terão repositórios SVN de acesso público.

Fonte: Guia do Hardware

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