(Portugal == Pirataria) ?
26 May, 2007 por vbmaster
O estudo esta aí, segundo a ASSOFT, associação portuguesa de software, cerca de 53% do software utilizado tanto a nível empresarial como doméstico em Portugal é pirateado, alegadamente gerando perdas da ordem dos 112 milhões de euros.
Desde já aproveito para referir que ninguém neste blog sinceramente aprova a pirataria, prova disso é a nossa veemente abstinência em assistir a qualquer um dos recentes filmes da trilogia de "Os Piratas das Caraíbas", por tal metragem representar uma ameaça aos comportamentos dos jovens. Sim, não se vão eles pôr aí a assaltar barcos…
Mas voltando ao assunto, vi que estava patente no plano de acção da ASSOFT tentar mudar um pouco as mentalidades deste país no que toca ao condenável acto de piratear, neste caso, seja o que for. Ora, posto isto, lembrei-me de repente que isso já anda a ser feito à descarada. Pois é ASSOFT, não vai ser preciso gasto de recursos, pois uma entidade sem fins lucrativos chamada TVI, por meio de um programa de beneficência social em prol das colheitas de morangos do Alentejo, tem lembrado os jovens, ou melhor direi, forçado os jovens a assimilar acéfalamente, o quão condenável é piratear os nobres e importantes discos das boysbands que têm lançado.
Tendo reparado como quem assiste a algo de longe, o grande factor de hipnose que tal programa provoca nos jovens, só me pergunto a mim mesmo como é que não andam a dar à costa nas praias do nosso país, centenas de discos graváveis e rígidos, fruto da súbita repulsa e sentimento de culpa que os jovens devem andar a sentir por fazer o Zé Milho chorar…
Sim, porque sempre que pirateias algo, há um membro de uma qualquer boysband que chora… ou então só chora o homem da indústria discográfica, que se vê forçado a roubar ainda mais o artista para poder comprar aquele novo Jaguar…
P.S.: se lá os tipos da Etiópia soubessem a vida miserável em que vivem os gerentes destas indústrias, já se tinham dedicado à pesca.


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Podem ver o programa “Sociedade Civil” do dia 22-5-2007 cujo o tema foi a pirataria: http://multimedia.rtp.pt/videobeta/destaques_video_conteudo.php?pesquisa=&data_pesq=2007-05-22&Submit=ok
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É possÃvel diminuir a pirataria mas para isso é preciso que os consumidores e os produtores estejam dispostos a mudar. Quem é que vai dar uma significativa quantidade de dinheiro por um cd quando só quer ouvir a tal música e muitas vezes até a pode obter facilmente na net? Ir a loja, comprar, pagar, copiar para o mp3 etc.
Era mais vantajoso que se massifica-se formas de venda online. Entre outras coisas.
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Quanto ao software (que é o que interessa para aqui), com excepção dos video-jogos só há pirataria em ambientes caseiros por culpa do consumidor que não procura alternativas.
Há necessidade de ter um Microsoft Office pirateado para o consumidor que só escreve uns textos de vez em quando? Ou ter um anti-virus pirateado quando há alternativas grátis? Ou mesmo o Windows, haverá necessidade de muitas vezes usar um cópia pirata em vez de usar p.e. GNU/Linux?
As pessoas também acomodaram-se e habituaram-se a ter sempre os produtos pirateados sem procurar uma alternativa.
Se a M$ e outras empresas do género (coisa impossÃvel de acontecer) fizessem uma protecção anti-cópia infalÃvel (daà eu dizer impossÃvel) eu queria ver se GNU/Linux e OSS tinham as dimensões que têm agora (tinham uma dimensão 999999 vezes superior à actual… ou não)
Quem paga acha caro de qualquer jeito, e mesmo que a M$ e outras empresas de software descessem os preços a pirataria iria continuar.
Enquanto existirem seres humanos, existirá pirataria. A pirataria é parte integrante da nossa liberdade. Tirem-nos o direito a piratear e tirarnos-ão toda a vontade de viver.
O que seria de mim se tivesse de comprar todos os vinyls de releases de djs que são lançados para o mercado. Ou se tivesse de dar 30 euros para ver o Prison Break no dvd de sala…
Bem, acho que um bom passo é a venda de música em lojas como as do itunes. Vender música a música é um bom passo para 1) melhorar a qualidade da própria música 2) diminuir a quantidade de pirataria nessa indústria. Ora vejamos, eu prefiro ligar-me à net para sacar aquela música muito fixe que ouvi nos morangos ou vá, até dou um dólar (uns meros 70 centimos) por ela? Eu pessoalmente preferia dar os 70c. Claro que dar 30 euros por um cd que só tem uma música decente é um roubo! Obviamente, mais valia sacar do emule.
Dou o exemplo de um colega meu. O homem tem mais de um terabyte de música metal em casa. Saca dezenas de albuns por semana. Ouve-os TODOS. Os que gosta, vai a loja e compra. Os que não gosta, apaga.. Pergunto-me. Se fosse dada a hipótese a cada um de ouvir um sample dos cds (tipo..na página da banda..) não lucrariam elas com isso? Quem aprecia música sabe muito bem que um cd comprado tem mais qualidade que a musica ripada e sacada!
Quanto ao software em geral, falo por experiencia. No meu departamento da Faculdade há UM computador com Office e os restantes com OpenOffice. Ao inicio toda a gente refilou com a medida. Agora já se habituaram a trabalhar no OO, se bem que reconhecem a supremacia clara do MS Office (então do 2007, até eu faço vénias). Há alternativas, sim, é verdade. O problema está na mentalidade. Sim, é verdade. Mas também vos garanto que às vezes as alternativas falham em pormenores que simplesmente são demasiado importantes.
Falando nas séries de TV. Quando sair a 1a temporada de Heroes em DVD, a um preço que não me obrigue a ir dar o meu traseiro para o jardim da sereia, comprá-la-ei. Até lá, meus caros, continuarei a sacar da net. Que diminuam os salário exorbitantes que devem pagar aos actores, que cobrem mais pela exibição, pela publicidade, etc.
Resumindo, IMO, acho que a pirataria sempre vai existir porque vai sempre haver gente sem posses e com desejo de ter (e necessidade). Mas que pode ser reduzida pelo simples abaixamento de ganhos dos autores… oh yeah..
Anaryin
Lá para os rapazes da Etiópia, eles não se precisam de preoucupar com os donos da editoras discográficas, já que eles tem o Tio Bill que tanto gosta de ajudar (É a única coisa que ele tem de bom).
E então a pirataria não é também o melhor meio de divulgação cultural existente neste paÃs, acho que não era metade da pessoa (culturalmente) que sou hoje, se não fosse a pirataria tantas bandas, tantas, tantas e magnÃficas que conheci devido à pirataria. Viva a pirataria.
Uma questão que ainda não vi colocada foi sobre como se chegou ao valor de 53%. Foram feitos inquéritos às empresas, se sim, a quantas e quais foram as questões colocadas, se não como? Através de uma bola de cristal? Uma bola tirada dentro de um saco?
Mais do que se discutir sobre os custos do software, porque o artigo refere-se a empresas, e os custos de aquisição de software podem ser amortizados nas contas, acho que seria importante saber até que ponto esta percentagem é real.