Já saiu Debian 4.0 “Etch”
8 Abr, 2007 por CR_
Saiu hoje, 8 de Abril de 2007, a nova versão do Debian Stable, 4.0 .

"Este novo lançamento Debian vem com muito mais software do que o seu predecessor sarge; a distribuição inclui mais de 6500 novos pacotes, num total de mais de 18200 pacotes. A maior parte do software na distribuição foi actualizado: mais de 10700 pacotes de software (isto é 68% de todos os pacotes na sarge).
Com este lançamento, Debian GNU/Linux muda do XFree86 para o lançamento 7.1 do XOrg, que inclui suporte a uma gama mais alargada de hardware e melhor auto-detecção. Isto permite a utilização do Compiz, um dos primeiros gestores de janelas de composição para o X Window System, tirando toda a vantagem da aceleração por hardware OpenGL para os dispositivos suportados.
Debian GNU/Linux é novamente lançada com várias aplicações e ambientes de desktop. Entre outros agora inclui os ambientes de desktop GNOME 2.14 [2], KDE 3.5.5a e o Xfce 4.4. As aplicações de produtividade também foram actualizados, incluindo os pacotes de ofimática OpenOffice 2.0.4a e KOffice 1.6, assim como o GNUCash 2.0.5, o GNUmeric 1.6.3 e o Abiword 2.4.6 (…) [2] com alguns módulos do GNOME 2.12 "
in: http://www.debian.org/releases/stable/i386/release-notes/
É aconselhável se estiver a fazer o upgrade do sarge para o etch que leia as notas de lançamento.


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Pelo que a notÃcia anuncia, parece que foram feitas alterações monumentais para este novo Debian.
A pergunta que faço, sempre que vejo um lançamento de uma nova distribuição ou a actualização para uma versão mais recente é: para quem usa Ubuntu 7.04, por exemplo, vale a pena experimentar o novo Debian? Que tipo de vantagens tirarei eu desta distribuição?
A resposta há pergunta que pões deathseeker, um pouco como tudo no mundo GNU/Linux, depende do tipo de utilizador que somos. A razão que leva o Ubuntu a ser a principal distribuição recomendada aos newbies é a mesma razão que pode levar a que Debian seja preferida em detrimento de Ubuntu.
Basicamente, utilizadores com pouca experiência, ou que simplesmente não tenham paciência para ter de instalar manualmente uma serie de pequenas aplicações que por mais insignifcantes que sejam, melhoram a sua utilização do sistema operativo, devem permanecer em Ubuntu. Porque é mesmo nos pequenos promenores que Ubuntu ganha pontos, a montagem automática de uma pen por exemplo, a existência de aplicativos que detectam logo as teclas de acções dos teclados, enfim.
De referir que a instalação não é, ao contrário do que possa ser pensado, mais dÃficil que a de Ubuntu. É, aliás, praticamente igual, com a “pequena” diferença que no final não temos um sistema pronto «out-of-the-box» como em Ubuntu. Esse sistema terá de ser transferido e instalado por apt pelo próprio utilizador, coisa que não demora muito tempo, e tem aliás a vantagem de não encher espaço útil com programas que não usamos (isto na net install).
Bem, a “vantagem” de Debian é que tem pacotes mais testados. O que se traduz em versões menos recentes (que se usarem a testing, que para Desktop é preferÃvel na minha opinião, a diferença é não é muita) mas com maior estabilidade. E isso sente-se. Principalmente quando se trata de updates corremos menos risco de ficar sem o sistema “pendurado” em relação a ubuntu que tem releases de “curtas” de 6 em 6 meses.
Outra “vantagem” é que não traz tanta coisa. O que faz com que seja mais rápido (eu notei essa diferença) mas também pode dar mais trabalho caso algum hardware que não seja identificado de origem como no ubuntu ou mesmo para o newbie que não conhece o sistema e “não sabe para onde se virar”.
Acima de tudo terias a vantagem de ter um sistema mais estável e com menos problemas, mas… se não tens problemas e não te queixas de nada no ubuntu mudar de distro só se for por experimentar, pois não terias grandes vantagens adicionais em relação ao trabalho da mudança.
Desde já muito obrigado aos dois pelas respostas. Acho que fiquei devidamente esclarecido e aprendi mais qualquer coisa com as mesmas.
O que vou fazer, para que fique registado, é testar o SO numa virtual-machine e daà tirarei a minha opinião. Se realmente não vale a pena testar em espaço fÃsico (que neste momento é coisa que não abunda por estes lados), testo numa virtual machine e consigo trabalhar bem com o sistema operativo na mesma.
Continuação de bom trabalho à LinTeam.
Já venho comentar um bocado fora de tempo, mas devo dizer que já experimentei o Ubuntu - na edição 7.04 - e encontrei um problema que não tive com Debian.
Com a instalação do Ubuntu, a minha máquina ficava instável, com bloqueios aleatórios de rato e teclado. Acho inclusivamente que redundava num bloqueio total de sistema, mas é difÃcil interpretar o que acontece quando fica-se sem ferramentas de diagnóstico..
Com o Debian - precipitei-me e instalei fisicamente numa partição sem avaliar primeiro (é o que dá ser newbie) - ainda não detectei estes crashes. E não liguei o sistema à net ainda para o poder actualizar.
Mas, e indo na direcção da observação de o Debian não fazer o reconhecimento automático de pens - reitero outra vez, sou um total newbie - não existe a possibilidade de se criar o script para auto-mount de drives? E é só com pens ou qualquer media que se introduza no sistema?
Tens o gnome-mount ou o ivman , procura por um deles por apt. É com qualquer dispositivo removÃvel como pens, máquinas fotográficas, leitor mp3, etc.
None…
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